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Resenha: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa - As Crônicas de Nárnia Vol. II


Título: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa
 Autor: Clive Staples Lewis
Ano de publicação: 1955  

"Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado", sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Susana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.
Continuação da saga As Crônicas de Nárnia, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, seria o segundo livro na ordem de preferência do autor, mas na verdade foi o primeiro livro a ser publicado. 

Os protagonistas da vez são quatro irmãos vindos de Londres, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, que são enviados para a imensa casa do Professor Kirke, no campo, devido aos ataques aéreos da Guerra.

Lá, convivem com o Professor, D. Marta - a governanta, e com os turistas que frequentemente visitam a mansão, que é uma antiga construção, com artefatos históricos, blá blá blá. 

Como o nome "mansão" já diz, o lugar é gigantesco. Tão grande que há quartos completamente vazios e às vezes nem tão vazios assim. Num deles, havia um guarda-roupa. Um guarda-roupa bem normal; feito de madeira e contendo nada mais do que de casacos de pele. E foi exatamente neste quarto, que Lúcia, a mais novinha dos irmãos, se escondeu durante uma brincadeira de esconde-esconde entre eles.

Mas, o quarto não era o suficiente para se esconder, se entrasse no Guarda-Roupa, seria bem mais difícil que a achassem, não é mesmo? Pois foi exatamente o que ela fez. Abriu as portas, e foi entrando...
Foi avançando cada vez mais e descobriu que havia uma segunda fila de casacos pendurada atrás da primeira. Ali já estava meio escuro, e ela estendia os braços, para não bater com a cara no fundo do móvel. Deu mais uns passos, esperando sempre tocar no fundo com as pontas dos dedos. Mas nada encontrava.
Após mais alguns passos, Lúcia finalmente chega ao fim do armário. Bem, não havia de fato um fundo para o Guarda-Roupa, mas sim uma abertura, não para outro comodo da casa, e sim para um lugar cheio de neve e árvores, e apenas um único poste iluminando os arredores.

Esse novo lugar, como você já deve ter descoberto, é a mítica terra de Nárnia. Realmente é estranho quando você pensa que ela está com neve, afinal a primeira imagem que tivemos de Nárnia depois de sua criação, fora um lugar belíssimo, árvores verdes, céu azul e com um grande e brilhante sol. Nada de neve ou frio. Porém, após a tomada do controle do lugar pela Feiticeira Jadis, tudo não passa de neve, devido a um encantamento que a mesma lançou sobre as terras do Leão. 

Agora, pássaros não cantam mais, os animais vivem com medo de que a falsa Rainha os ache e tenha algum motivo para transformá-los em pedra. Pois, é isso o que ela faz àqueles que a desobedecem ou desrespeitam, ou com aqueles que ela simplesmente não vai com a cara.

Lúcia, em sua rápida viagem ao novo mundo, encontra uma criatura no mínimo estanha. Um homenzinho, que da metade para cima é um humano normal, com a pele um pouco avermelhada, porém da metade para baixo, tem as pernas peludas e cascos de bode. Um fauno, é isto o que ele é. Bem simpático, na verdade.

Convidando-a para seu lar, Sr. Tumnus - o nome do fauno, conta inúmeras histórias sobre sua fantástica terra, e também sobre a temível Feiticeira Branca.

De volta, para casa do Professor, a garota tenta convencer os irmãos de que atravessou o Guarda-Roupa e que encontrou um novo mundo e que ainda conheceu um fauno. Brincadeiras de Crianças, pensaram eles, para a infelicidade de Lúcia.

Lúcia mesmo não se convencendo de que Nárnia não existia, afinal ela realmente estivera lá, desiste de tentar persuadir os irmãos, pois nem mesmo ela conseguia mais atravessar o portal. O guarda-roupa era um guarda-roupa normal novamente.

No entanto, Edmundo, o segundo irmão mais novo, consegue chegar à Nárnia e lá ele conhece a bondosa Rainha, que o encanta com suas palavras e com comida, além de roupas quentes para enfrentar aquele horrível frio. 

Depois de contar tudo sobre sua vida, como atravessou o portal e os motivos de estar morando na casa do velho professor, e é claro, sobre seus irmãos, e a Rainha insiste em conhecê-los. O que Edmundo acha um pouco esquisito, mas não importa, só queria um pouco mais daquele manjar turco deliciosos - que foi o alimento que ela oferecera ao menino.

É melhor que eu não conte mais da história, para não estragar o enredo, ainda que você já saiba que os quatro, definitivamente irão à Nárnia.

Seguindo o mesmo conceito do primeiro volume da série, este segundo livro não chega a ser longo e nem tão curto. Na verdade, quando se chega ao final, como acontece com todo livro bom, nós desejamos que ele ainda não tenha acabado.

De fácil leitura e cenas incríveis e grandes emoções, o livro entra para a minha de lista de melhores leituras, e recomendo a qualquer que goste de ler, seja qual for o seu gênero favorito.

Ansiosos para rever Aslam? Espero que tenha gostado e que aprecie o livro. E é claro, não se esqueça de assistir à adaptação cinematográfica, que é totalmente fiel à obra.


Próxima resenha: O Cavalo e seu Menino, As Crônicas de Nárnia - Vol. III

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