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Filme: Narradores de Javé


FICHA TÉCNICA

Título: Narradores de Javé
Lançamento: 23 de janeiro de 2004
DireçãoEliane Caffe 
Gênero: Drama
Nacionalidade: França, Brasil

Olá, meus leitores fantasmas! Sentiram saudades do blog? Bem, hoje venho com a primeira resenha de um filme que eu e minha turma vimos na escola.  O motivo/razão/circunstância de eu estar escrevendo sobre uma produção cinematográfica desta vez não é porque parei de ler livros, longe disso. É na verdade, por uma boa causa. MOSTRAR CULTURA PRA ESSE POVO!

Considero este como um dos melhores filmes que já assisti e olha que o vi na escola. Essa consideração toda se dá não apenas por seu humor ou atores consagrados, mas principalmente por suas lições, além de ser nacional e filmado no Nordeste (Poder ao Nordeste!). Eu até pretendia escrever sobre ele há algum tempo, mas acabei esquecendo. Anyway, vamos lá.


Sinopse: Somente uma ameaça à própria existência pode mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. É aí que eles se deparam com o anúncio de que a cidade pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidrelétrica. Em resposta à notícia devastadora, a comunidade adota uma ousada estratégia: decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heroicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores são analfabetos, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias.


O filme conta a história dos moradores do Vale de Javé, que devem sair de suas casas para que uma represa seja formada no local. Pensando em alguma forma de impedir a construção os moradores decidem criar um livro (Literatura salvando o mundo!). Este traz os acontecimentos importantes do vale, afinal, um patrimônio onde aconteceram fatos tão grandiosos não poderia ser demolido, não é mesmo?


Maaaas, como a maioria dos habitantes não sabem ler ou escrever, cabe a Antônio Biá (José Dumont) a árdua tarefa de escrever a tal obra do Vale de Javé. O sujeito tem um passado negro com a cidade, mas você só vai descobrir isso assistindo ao filme.



A produção retrata bem a situação de moradores de algumas cidades brasileiras, onde os habitantes devem abandonar suas moradias para que algo seja construído na região.

Porém, o principal do filme é mostrar como a história é passada de geração a geração. Uma vez que não há registros escritos para que Biá possa construir seu livro, ele deve ouvir histórias contadas pelos cidadãos. E dessa forma eram narrados os acontecimentos na antiguidade (as pessoas se reuniam e o fato  era contado por alguém.) A diferença é que o pessoal de Javé não pinta história na parede de suas casas. Mentira! Eles fazem isso sim! Repare na parede da casa do Antônio Biá: 


Assim percebemos que a História se transforma ao longo dos tempos, mudando a cada nova descoberta e em cada interpretação. Tomando como exemplo os habitantes do vilarejo, que a cada momento que narram os acontecidos, mudam de forma a enaltecer antepassados ou melhorar a história, a ponto de não saber quem ali fala a verdade. Afinal, quem conta um conto aumenta um ponto. 

CURIOSIDADES

 - Recebeu financiamento do Hubert Bals Fund, fundo ligado ao Festival de Roterdã, para o desenvolvimento do roteiro do filme;
- Foi rodado entre junho e setembro de 2001 em Gameleira da Lapa, cidade do interior da Bahia;
- Teve sua première mundial no Tiger Competition do Festival Internacional de Cinema de Roterdã.

PRÊMIOS

- Ganhou 2 prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil, nas seguintes categorias: Melhor Ator Coadjuvante (Gero Camilo) e Melhor Roteiro Original. Recebeu ainda outras 9 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (José Dumont), Melhor Ator Coadjuvante (Nélson Xavier), Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Fotografia.
- Ganhou 3 prêmios no Festival do Rio, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Júri Oficial, Melhor Filme - Júri Popular e Melhor Ator (José Dumont).
- Recebeu o Prêmio da Crítica no Festival Internacional de Friburgo, realizado na Suíça.
- Ganhou 7 Troféus Calunga e ainda recebeu o prêmio da crítica e o Prêmio Gilberto Freyre no Cine PE - Festival do Audiovisual 2003. Os troféus foram nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Ator (José Dumont), Melhor Ator Coadjuvante (Gero Camilo), Melhor Edição de Som e Melhor Atriz Coadjuvante (Luci Pereira).


Para encerrar, a verdadeira lição do filme:

"O povo aumenta mas não inventa". 
Não... não acho que seja isso. Tem algo a ver com contar mentiras, ou... não, não... Ah, assista ao filme para saber!

fontes: AdoroCinemaEu e o texto que Eu escrevi no começo do ano.
imagens retiradas da internet

Olá, pessoa! O que achou dessa publicação? Devo continuar escrevendo sobre filmes? Já assistiu Narradores de Javé? O que achou? Percebeu algum erro no post? Existe algo mágico chamado "comentar", onde você expressa a sua opinião sobre a publicação, o blog e ainda ajuda o autor a melhorar. Legal, né? Experimente!

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